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HINO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE POESIA
"CASA DE RAUL DE LEONI"
Letra e música de autoria do Acadêmico Roger Feraudy (1923 - 2006)
Academia Raul de Leoni,
cultuamos com amor e alegria,
para sempre teu vulto lembrado,
será por todos exaltado!
Academia Raul de Leoni,
que nós celebramos com poesia,
teu nome, glória da literatura,
expoente do saber e da cultura!
A Luz mediterrânea
ilumina o nosso ideal,
brilhando tão espontânea
no teu verso original!
O teu nome pertence à história,
mas no Silogeu estás presente,
viverás eternamente
como exemplo na memória,
inspirando nossa gente!
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Trovas

Roberto Francisco
II CONCURSO NACIONAL DE TROVAS DE SAQUAREMA
TROVAS VENCEDORAS
Às gaivotas, tão serenas,
propus troca singular:
que me dessem suas penas
em troca do meu penar...
(Alba Helena Corrêa – Niterói – RJ)
Ante a chance tão remota
de ganhar teu coração,
meu sonho é triste gaivota
planando sobre a ilusão.
(Antonio Juraci Siqueira – Belém – Pará)
Meu sonho lembra a gaivota
que voa até se cansar
e as frágeis forças esgota,
não sabendo onde pousar!
(Carolina Ramos – Santos – SP)
Hoje preso, asa ferida,
não consigo mais me impor...
Eu sou gaivota abatida
pelas pedradas do amor!
(Clenir Neves Ribeiro – Nova Friburgo – RJ)
Crê nos teus sonhos e insiste
na busca a que te devotas;
que entre o céu e a terra existe
muito mais do que as gaivotas...
(Edmar Japiassu Maia – Rio de Janeiro – RJ)
MENÇÕES HONROSAS
Cai a tarde... Tão serena,
que a gaivota, pequenina,
sente o adeus em cada pena,
enquanto o dia termina!
(Antonio Carlos T. Pinto – Brasília – DF)
Como um navio sem rota,
singrando mares sem fim,
sigo uma triste gaivota
que voa dentro de mim!
(Gabriel Bicalho – Mariana – MG)
Qual gaivota em desvario,
arrostando vendavais,
tento alcançar o navio
que te levou do meu cais!...
(Maria Madalena Ferreira – Magé – RJ)
O mar levou-a... meus ais
ecoam na imensidade...
Sou a gaivota no cais
que sofre o caos da saudade.
(Maurício Cavalheiro – Pindamonhangaba)
Percorrendo triste rota,
só quem amou é que sente:
- A saudade é uma gaivota
planando dentro da gente...
(Pedro Mello – São Paulo – SP)
MENÇÕES ESPECIAIS
Tantas gaivotas em bando
– num sonho que o bem nos traz
– são, no céu azul planando,
bandeiras vivas da paz.
(Relva do Egypto Rezende Silveira – Belo Horizonte – MG)
Quando o oceano da existência
se levanta, agita e estronda...
a gaivota da prudência
evita a crista da onda.
(Roberto Resende Vilela – Pouso Alegre – MG)
Teus olhos, sempre criando
nossos dias mais risonhos,
são gaivotas enfeitando
o céu azul dos meus sonhos!...
(Rodolpho Abbud – Nova Friburgo – RJ)
Na ilusão de ser gaivota,
se piso a areia, acredito...
Eu olho o mar, traço a rota
e, em sonho, toco o infinito!
(Therezinha Dieguez Brisolla – São Paulo – SP)
No inverno da minha vida,
sou gaivota em migração,
buscando ainda guarida
no calor de um coração.
(Wanda de Paula Mourthé – Belo Horizonte – MG)
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