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PATRONOS

01 - ADIB ANTOUN

Adib Antoun Mercheck nasceu em Petrópolis (RJ), em 27 de março de 1913, falecendo no Rio em 11 de dezembro de 1955. Advogado, conferencista, humanista, poeta e poliglota. Lecionou no Ginásio Estadual de Petrópolis, hoje Colégio D. Pedro II, sendo um dos seus fundadores. Como professor preconizava que a educação representa a razão fundamental da vida. Como poeta foi artífice da técnica de metrificação.

02 - ALBERTO DE OLIVEIRA


Nasceu em 28 de abril de 1857, no distrito de Palmital, município de Saquarema, RJ, falecendo em Niterói, a 19 de janeiro de 1937. Formado em Farmácia, não exerceu a profissão. Foi oficial de gabinete do presidente José Tomás da Porciúncula e diretor da Instrução Pública no seu governo. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, teve assento na cadeira patrocinada por Cláudio Manuel da Costa. Autor de várias obras poéticas, entre as quais Canções Românticas (1878), Versos e Rimas (1895) e Poesias (1927). Antônio Mariano Alberto de Oliveira nasceu em Saquarema/RJ em 28.04.1859. Foi farmacêutico dedicou-se ao magistério. Diretor de Instrução Pública do Estado do Rio, foi o criador na Academia Brasileira de Letras da cadeira 8, patronímica de Cláudio Manoel da Cosdta. Sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisbo, foi eleito o Príncipe dos poetas brasileiros, sucedendo a Bilac. Patrono da Academia Fluminense de Letras, cadeira 2, criada por Antônio Lamego. Faleceu em 19.01.1937., em Niterói. Bibliografia : Canções Romântica/1878; Meridionais/1884; Sonetos e Poemas/1885; Versos e Rimas/1885; Por Amor de Uma Lágrima; Livro de Ema – todos reunidos num volume intitulado “Poesias” (1867/1895). Páginas de Ouro da Poesia Brasileira; Céu, Terra e Mar e “Póstuma” da ABL em 1944.

03 - ALVARO DE MORAES


Álvaro Martinho Moraes nasceu no Rio de Janeiro em 27 de janeiro de 1886, falecendo em 31 de maio de 1943. Foi competente jornalista, revelando-se em trabalhos redacionais e fundando o semanário O Dia. Foi redator do Imparcial, Cidade de Petrópolis, Tribuna de Petrópolis e Jornal de Petrópolis. Fora da imprensa foi escrivão de polícia e funcionário municipal. Amante da poesia, seus versos ficaram esparsos pelos jornais da cidade. Usava o pseudônimo de Mauro Moraes.

04 - ALVARO MACHADO


Álvaro Carlos Machado nasceu em Sapucaia (RJ) a 10 de dezembro de 1876, falecendo a 02 de janeiro de 1938. Alto funcionário municipal, poeta e jornalista. Foi um dos fundadores do "Arealense", tendo exercido intensa atuação na vida esportiva da cidade. Sócio fundador da Academia Petropolitana de Letras. Com extensa bagagem literária, em prosa e verso, esparsa em jornais e revistas.

05 - ANADIR DO NASCIMENTO SILVA


Anadir do Nascimento Silva Bastos, nasceu em Petrópolis (RJ) em 1905, onde faleceu em 18 de fevereiro de 1939. Professora, jornalista e escritora, publicou diversos trabalhos nos jornais e revistas cariocas, sendo colaboradora da Tribuna de Petrópolis. Acadêmica titular da Academia Petropolitana de Letras, ocupando a cadeira n° 20, patronímica de Vicente de Carvalho. Organizadora do Teatro Infantil, escreveu várias peças, entre elas Natal do Jornaleiro e 24 Horas num Jardim, encenando-as no Rio de Janeiro.

06 - ANTHERO PALMA


Nasceu em Rio Pomba (MG) em 26 de março de 1878. Ocupou a cadeira n° 24 da Academia Petropolitana de Letras, que tem como patrono Bernardo Guimarães. Assíduo colaborador do Jornal de Petrópolis, Tribuna de Petrópolis e outras, onde assinava ora como João Mentira, ora como Asaphins. Autor de vários livros, sendo o primeiro publicado em 1918 sob o título Reminiscências de Minha Terra.

07 - ANUAR JORGE

Nasceu em Petrópolis (RJ) em 1913, falecendo em 27 de março de 1942. Dono de extrema sensibilidade, possuía impressionante facilidade de versejar. Publicou sonetos no Jornal Petrópolis. Irmão do poeta Salomão Jorge, autor de Arabescos.

08 - ARISTIDES WERNECK

Nasceu em Cataguá, Bemposta, RJ, em 03 de maio de 1879, falecendo em 29 de novembro de 1951. Advogado professor e vereador. Ocupou o cargo de Diretor Geral da Prefeitura. Colaborou com a as Revistas Vozes e do Instituto Histórico de Petrópolis e também jornais, usando muitas vezes o pseudônimo de Paulo Ribas. Pertenceu à Academia Petropolitana de Letras. Publicou Solfejos, livro de poemas. É nome de rua no distrito de Corrêas.

09 - ARTHUR BARBOSA


Arthur Alves Barbosa, nasceu em Niterói (RJ) a 17 de maio de 1883 e faleceu em Petrópolis (RJ) a 24 de novembro de 1947. Diretor e depois proprietário da Tribuna de Petrópolis, criou, em 1908, a imprensa diária petropolitana. Foi Deputado Estadual, vereador e Presidente da Câmara Municipal de Petrópolis, cabendo-lhe assim a administração da cidade; na sua gestão, como Prefeito, construiu a Praça da Liberdade, o "Rink" de patinação e alargou a Avenida 15 de Novembro, atual Rua do Imperador. Presidente da Academia Petropolitana de Letras, na qual ocupou a cadeira 22, patronímica de Raul Pompéia. Entre outras obras escreveu: Rosal, A Normalista, O Meu Terceiro Marido, A Teimosia, Amores de Deodato e Magdalena.

10 - ARTHUR DE SÁ EARP FILHO


Nasceu em Tebas, município de Leopoldina (MG) em 13 de março de 1884 e faleceu em 06 de agosto de 1941. Médico, foi fundador do ls Curso de Enfermagem Obstétrica para parteiras práticas. Um dos fundadores da Sociedade Médica de Petrópolis, da qual foi presidente (1926/1929). Vereador (1927/1929) e presidente da Comissão de Saúde da Câmara. Foi presidente de Petropolitano Foot-Ball Club. Religioso e filantropo, ofereceu-se para fundar na Ordem Terceira, uma clínica inteiramente grátis para as pessoas carentes. A única obra poética publicada foi Prece, dedicada à sua esposa. Escreveu ainda os poemas Do Meu Quarto e Brasil.

11 - CARAUTA DE SOUZA

Francisco Carauta de Souza nasceu no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1894 e faleceu em Petrópolis (RJ) em 14 de setembro de 1966. Gerente da Caixa Econômica Federal e mais tarde membro do Conselho Superior desse Órgão. Poeta, escritor, jornalista e teatrólogo, membro da Academia Petropolitana de Letras, cadeira 08, patronímica de D. Pedro II. Colaborador efetivo do Jornal de Petrópolis, onde assinava a coluna Florilégios. Publicou vários livros, sendo o 1° em 1921, Ao Vento e o último em 1966, Meu Sensível Coração. Foram doados por seu filho José António Carauta de Souza os livros Talvez (versos), 1963 e Versos Sensíveis (in memoriam), 1971, para acervo da nossa Biblioteca.

12 - CARLOS CAVACO


Custódio Carlos de Araújo, nasceu em Sant’Ana do Livramento (RS) em 18 de setembro de 1878, falecendo em Petrópolis (RJ) a 22 de dezembro de 1961. Cavaco surgiu após fracasso em uma façanha de infância, ficando colado ao seu nome de batismo. Ao ingressar na função pública, o decreto de sua nomeação veio como Carlos Cavaco. Para evitar a anulação desse ato e um novo decreto de nomeação, o criminalista Evaristo de Moraes, legalizou a situação, oficializando seu nome: Custódio Carlos de Araújo Cavaco. Publicou seus primeiros versos no jornal O Colibri. Foi Autor do livro "Lama".

13 - CARLOS MAUL


Nasceu em Petrópolis (RJ) a 02 de setembro de 1887, onde faleceu em 13 de março de 1973. Jornalista, prosador e poeta. Seu primeiro livro Estro, teve edição feita em Portugal. Fundador da Biblioteca do Exército Brasileiro. Na Praça São Judas Tadeu, no bairro Mosela, onde nasceu, foi erguida uma herma com o busto do poeta.

14 - CAROLINA DE AZEVEDO DE CASTRO

Nasceu em Recife (PE) em 27 de outubro de 1909. Trovadora emérita, vencedora de inúmeros Jogos Florais pelo país. Sonetista perfeita, publicou os livros Imagens que Ficaram e Plumas ao Vento.

15 - CEZAR BORRALHO

Raimundo Cezar Borralho, nasceu no Maranhão em 15 de julho de 1905 e faleceu em Petrópolis em 5 de janeiro de 1950. Publicou trabalhos nos jornais de Petrópolis, sempre enaltecendo a cidade que o recebeu, lançando o livro Petrópolis, a Cidade Jardim. Foi redator dos Jornais A Noite no Rio de Janeiro e Jornal de Petrópolis. No bairro Valparaíso, um rua com o seu nome, iniciativa do vereador Vagner Rodrigues, pelo projeto 1160 de 23/11/55 e a deliberação de ns 666 de 11/04/56 da Câmara Municipal de Petrópolis.

16 - DÉCIO DUARTE ENNES


Nasceu em Nova Friburgo (RJ) em 27 de abril de 1926, falecendo em Petrópolis a 16 de dezembro de 1982. Advogado, político, filólogo, professor, diretor e fundador do Liceu Municipal, sendo o autor do Hino desse Colégio, Excelente orador, só falava de improviso. Autor de 20 livros, publicou apenas 03, com edições esgotadas, entre eles: Paz Bendita (dedicado aos Pracinhas Petropolitanos da 29 Guerra) e Flor da Vida (sonetos e poesias).

17 - D. PEDRO II

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Raphael Gonzaga, nasceu em 02 de dezembro de 1825 no Paço de São Cristóvão, Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro. Cultivou a poesia emotiva, sendo seu gênero predileto o soneto. Várias poesias, sonetos e versões foram publicadas numa coletânea "Poesias Completas de D. Pedro II" (Edt. Guanabara-Waisman, Reis e Cia. Ltda - 1932).

18 - ERNESTO PAIXÃO

Ernesto José Ferreira da Paixão, nasceu em Petrópolis (RJ) em 25 de dezembro de 1866 e faleceu a 14 de janeiro de 1922. Médico, iniciador e principal divulgador da homeopatia, Dirigiu o Hospital Santa Teresa e a Secretária da Saúde, dedicando-se aos enfermos sem distinção de classe ou posição social. Atuou na campanha pela abolição do elemento servil. Usava o pseudônimo Flávio Marciano na imprensa local.

19 - ERNESTO TORNAGHI


Nasceu em Recife (PE) a 17 de fevereiro de 1883. Médico do Hospital Santa Teresa, responsável pela enfermaria dos tuberculosos e das velhinhas. Por seu espírito humanitário e abnegado, chegou a ser intitulado como Protetor dos Velhos e Desvalicos ou como o Apóstolo da Ciência e da Fé. Sua família, em homenagem póstuma, editou através da Editora Vozes, um livro reunindo alguns dos seus trabalhos, intitulado Pensamentos e Poesias.

20 - EUGÊNIO LIBONATTI

Nasceu em Petrópolis (RJ) a 10 de abril de 1896, falecendo a 26 de outubro de 1944. Seu hobby era o jornalismo. Revisor da Editora Vozes. Professor e tradutor, possuía o dom da oratória. Foi 2° secretário da Academia Petropolitana de Letras e do Conselho da Diretoria da Escola de Música Santa Cecília. Um dos seus trabalhos mais expressivos terá sido o ensaio sobre O Diamante Brasileiro. Possui vários trabalhos publicados na imprensa petropolitana.

21 - HENRIQUE MERCALDO


Médico, crítico teatral e musical, cronista esportivo, e grande literato. Começou a vida profissional em São Paulo, na cidadezinha de Silveiras, Voltando a Petrópolis, comprou a Farmácia de Corrêas e estabeleceu consultório, também, no centro da cidade, na antiga Drogaria Fluminense. Fundou, com Leôncio Corrêa, a revista Verão em Petrópolis, onde escrevia crônicas admiráveis. O seu pendor romântico revelou-se com raro esplendor. Entre muitos dos seus trabalho destacamos: Desse amor se vive, Desse Amor se Morre, Delírios e Enganos. Tio do poeta e nosso acadêmico honorário Mário Fonseca.

22 - HENRIQUE PAIXÃO JÚNIOR

Nasceu em Petrópolis em 26 de outubro de 1887, onde faleceu a 23 de março 1934. Presidente da União dos Empregados no Comércio de Petrópolis, sendo um dos seus fundadores. Redator do Jornal de Petrópolis em sua 1ª fase, quando de propriedade do Centro da Boa Imprensa. Figura de relevo nos centros esportivos, exercendo a presidência da Liga Petropolitana de Sports. Componente do Clube de Xadrez, entidade de elite da época, poeta e cronista. Marcou sua passagem escrevendo na Revista Verão em Petrópolis e As Hortênsias. No seu artigo sobre a demolição do Hotel Bragança, ponto de encontro da intelectualidade, encerra com a frase: "tudo se transforma! Só as recordações não morrem".

23 - HILDEGARDO SILVA


Nasceu em Paraíba do Sul/RJ em 03 de abril de 1894, falecendo em 15 de março de 1974. Advogado, Promotor de Justiça em Caldas (MG) e em várias cidades do Estado do Rio. Foi Curador de Menores em Niterói, deixou o cargo para ser Promotor em Petrópolis. Publicou o livro “Confissão de um Poeta” e várias poesias publicadas em jornais e revistas culturais.

24 - JOAQUIM HELEODORO GOMES DOS SANTOS


Nasceu em Niterói (RJ) a 09 de maio de 1888 e faleceu em 1959 em Petrópolis (RJ). De estafeta chegou a chefe de seção dos Correios e Telégrafos. Defensor das letras e das artes, foi um dos fundadores da Academia Petropolitana de Letras. Escreveu as obras: Ismênia (novela), Suprema Dor (poemas pela morte do Barão do Rio Branco), contos, crônicas e para o teatro uma comédia, o Plano do Ciúme. Ativo colaborador da imprensa petropolitana. Seus filhos, Joaquim Eloy Duarte dos Santos e Paulo Jerônymo Gomes dos Santos, continuam a trajetória do pai, trabalhando intensivamente pela cultura.

25 - JOÃO ROBERTO D'ESCRAGNOLLE


Nasceu em Corumbá, MS, 24/06/1870, falecendo em Petrópolis no dia 27/03/1925. Veio para Petrópolis (RJ) com nove anos de idade. Em 1902 fundou com Leôncio Correia a revista Verão em Petrópolis. Foi secretário da Associação Agrícola e Pastoril de Petrópolis, Fundou Petrópolis Revista (1902), Céus e Terras (1912) e a Noticia (1913). Colaborou em quase todos os jornais da cidade com o pseudônimo de Marcelo Melo. Pelo seu esforço fundou-se a Associação de Ciências e Letras, hoje Academia Petropolitana de Letras, idealizada por Joaquim Gomes dos Santos e Reynaldo Chaves. É nome de rua no bairro Valparaíso, Petrópolis, RJ, por indicação do vereador João Napoleão Olive.

26 - JOSÉ KARL

Nasceu em Petrópolis (RJ) em 28 de outubro de 1907, falecendo em 20 de setembro de 1976. Comerciário das lojas Ao Regador e Nova Loja, agradava a todos com a sua alegria de viver. Autodidata, fundador do grupo teatral Elenco Azul, do qual foi autor, diretor, ator e cenógrafo. Com a criação do Teatro Experimental A Petropolitano em 1956, passou a integrá-lo, encerrando as atividades do Elenco Azul. Seus trabalhos foram publicados na Revista do TEP. Era conhecido com Scheller seu apelido inseparável.

27 - JOSÉ MARIA GOMES RIBEIRO

Nasceu em N. S. de Assunção, Conselho de Vinhais, Bragança, Portugal, em 16 de janeiro de 1883, falecendo em Petrópolis a 11 de novembro de 1955. Autodidata. Vindo para o Brasil fundou em Salvador o Colégio dos Jesuítas. No Rio de Janeiro lecionou em muitos colégios famosos è diplomou -se em bacharel pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Em Petrópolis lecionou nos colégios São Vicente de Paulo, Pinto Ferreira e Sion, nas cadeiras de português, latim, e literatura luso-brasileira. Publicou os livros: A Atlântida, O GranPray, Misael, Formação e Cultura, Gramática Latina. O Silêncio da Beleza, Dois Centenários, Selecta e Almas Errantes (poesia).

28 - LEÔNCIO CORRÊA

Poeta, político, escritor e professor. Foi um dos fundadores da Sociedade de Homens de Letras de Petrópolis, que aqui existiu de 1901 a 1903. Ocupou a cadeira 10 da Academia Petropolitana de Letras, tendo como patrono Gonçalves Dias.Nascido em 1.9.1865 em Paranaguá/PR. Foi deputado à Assembléia Legislativa do seu estado que representou na Câmara Federal. Dedicou-se ao magistério, tendo sido professor e diretor da então Escola Normal da Capital da República. Foi também diretor da Imprensa Nacional, ora transformada em Departamento. Prosador e poeta, jornalista, pertenceu às Academias Paranense, Petropolitana e Carioca de Letras, nesta criando a cadeira 22, patronímica de Ferreira de Araújo, e a diversas outras instituições de cultura do país. Falecido em 19.06.1950 – Bibliografia : “Flores Agrestes”, Curitiba,1882;” Volatas”, Curitiba 1887; “Em Derredor da Vida” e “A Boêmia do Meu Tempo”, além, de farta colaboração em prosa e versos, dispersa na imprensa da capital e interior.

29 - LUCIANO GUALBERTO

Nasceu em Petrópolis em 1883, falecendo em São Paulo. Médico e professor. Foi interno do Hospital São João Batista, em Niterói. Escreveu em O Bandolim, A Constelação, O Rabecão e outros periódicos, juntamente com Eurípedes Dutra Ribeiro. Participou da Antologia de Poetas Fluminenses, editada pelo escritor e poeta Rubens Falcão. Em 1944, editou "Poemas".

30 - MÁRIO ROSSI

Nasceu em Petrópolis a 23 de maio de 1911, falecendo no Rio de Janeiro em 10 de outubro de 1981. Poeta, compositor com mais de 200 músicas gravadas, entre elas: Assim Acaba um Grande Amor e o Destino Desfolhou, gravadas por Carlos Galhardo; Renúncia, por Nelson Gonçalves e Beija-me, por Elza Soares e Ciro Monteiro.Mário Rossi, poeta, trovador e letrista de música popular, criou-se no bairro do Alto da Serra, em Petrópolis. Aos dez anos já trabalhava de dia e estudava à noite, tendo cursado apenas até o terceiro ano ginasial. Por causa das constantes mudanças da família, em busca de melhores empregos, morou em Barbacena/MG, Angra dos Reis/RJ, Santo Aleixo/RJ e na cidade do Rio de Janeiro, onde fixou residência. Colaborou no Jornal de Petrópolis e sentou praça no 1º Batalhão de Caçadores, de onde deu baixa como cabo. Foi tecelão, balconista, guarda-civil, desenhista de tecidos.

31 - MURILLO CABRAL


Nasceu em Três Rios (RJ) em 25 de outubro de 1914. Orador, político, advogado, jurista, magistrado e professor. Membro do Instituto Histórico de Petrópolis e da Academia Petropolitana de Letras, a qual presidiu no biênio 1966/1967. Com a saúde abalada, foi obrigado a residir no Rio de Janeiro, porém continuou sua comunicação com Petrópolis, enviando seus trabalhos em prosa e verso para a nossa imprensa.

32 - NAIR DE TEFFÉ HERMES DA FONSECA


Nasceu em 10 de junho de 1886 no Rio de Janeiro, falecendo em Petrópolis (RJ) a 10 de junho de 1981. Foi casada com o Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca. Como caricaturista usou o pseudônimo de Rian. No ano de 1940 retirou-se de Petrópolis, indo residir no Rio de Janeiro. Comprou uma casa na Avenida Atlântica, que demoliu, nele construindo um prédio que abrigou por muitos anos o seu cinema, o Cinema Rian que mais tarde passaria para a empresa Severiano Ribeiro. Foi presidente da Associação de Ciências e Letras, hoje Academia Petropolitana de Letras, sendo a primeira mulher a presidir uma Academia de Letras no Brasil, fazendo uma atuação profícua e meritória. Escreveu o livro "A verdade sobre a Revolução de 22", sendo a noite de autógrafos no Hotel Casablanca, em Petrópolis.

33 - NESTOR PIMENTEL

Nasceu em Petrópolis a 30 de abril de 1908, falecendo em 06 de março de 1969. Jornalista, advogado. Como professor lecionou no Liceu Municipal, Werneck e em cursos da Universidade Católica de Petrópolis. Dono de impecável vernáculo, suas considerações eram extremamente bem basadas, ilustradas com citações clássicas, muitas vezes nos Idiomas originais. Leitor insaciável, quando lhe faltou a visão, pedia a sua mulher, que lesse para ele trechos dos seus autores favoritos.

34 - PAULO GOMIDE

Paulo Rocha Gomide nasceu em São Paulo a 25 de fevereiro de 1912, falecendo no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1982. Revelado como poeta por Manuel Bandeira, quando este leu seu poema Mea Culpa. Custeou vários de seus livros para distribuir aos amigos. Quando trabalhava no Departamento de Imprensa da Panair do Brasil, criou no mês de maio, o Dia da Aeromoça. Descobriu num laboratório em São Paulo o coração de Santos Dumont, que está no Museu de Aeronáutica, encerrado num globo de cristal, pontilhado com q constelação do Cruzeiro do Sul, sobre uma estátua, em bronze, de Ícaro. Poeta com senso pitoresco, malícia, humor e comicidade, sendo autor de vários livros.

35 - RAUL DE LEONI


Raul de Leoni Ramos, petropolitano de Itaipava, nascido em 30 de outubro de 1895, filho do Dr. Carolino de Leoni Ramos, da alta magistratura brasileira e de D. Augusta Villaboim Leoni Ramos. Fez seus estudos no Colégio Abílio em Niterói e foi interno do São Vicente de Petrópolis, como convinha à elite da época. Entrou para a Faculdade Livre de Direito em 1912, bacharelando-se em 1916.

36 - REYNALDO CHAVES


Reynaldo António da Silva Chaves nasceu em Petrópolis em 07 de janeiro de 1895, onde faleceu em 04 de março de 1957. Eloquente orador, exímio ao tocar seu violoncelo. Jornalista, colaborou com os jornais: O Fluminense, Pequena Ilustração, Tribuna e Jornal de Petrópolis, usando vários pseudônimos entre os quais William Del-Bosco e Rey-naldo. Escreveu 13 peças teatrais, encenadas nos Teatros Petrópolis e Capitólio e no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, por vários artistas de nome na época. Atendendo ao apelo do maestro Paulo Carneiro para que não deixasse morrer a Escola de Música Santa Cecília, reuniu seus discípulos e construiu o atual prédio, sendo engenheiro responsável o Dr. Baeta Neves e como construtor o Sr. Araújo, totalmente de graça. Fez um discurso às mães nas escadarias do Palace Hotel, hoje Universidade Católica de Petrópolis, assistido por uma multidão, recebendo do filólogo mineiro, Carlos Goés, um abraço e a exclamação: "pensei que o assunto Mãe, estivesse esgotando". Autor do livro "Caos e Manchas".

37 - SILVA MAIA


Nasceu em Petrópolis (RJ) no dia 31 de março de 1892, falecendo em 15 de maio de 1966. Foi um dos fundadores da Academia Petropolitana de Letras. Funcionário dos Correios e Telégrafos onde conquistou o cargo de Diretor Regional. Colaborador de vários jornais e revistas da nossa região (Tribuna de Petrópolis, Hortênsias, Jornal de Petrópolis, Vila Social, A Fortaleza, O Segunda-feira, Arealense, Céus e Terra e Vida Comercial). Coordenou o programa “Ritmo Serrano”, pela Petrópolis Rádio Difusora. Silva Maia foi um sonetista privilegiado, porém não publicou nenhum livro.

38 - SOLEYMAN ANTOUN

Faleceu em Petrópolis em 01 de agosto de 1944. Com a sua morte perde a Academia Petropolitana de Letras um dos seus fundadores e dos seus colaboradores mais dedicados, tendo sido membro de sua diretoria durante muito tempo. Culto e ilustrado emprestou o melhor de seu esforço e colaboração a todas as instituições de caráter literário e social de nossa cidade, tendo pelos seus dotes de coração grangeado largo círculo de relações e amizade.

39 - VICENTE AMORIM

Nasceu em Vitória (ES) no dia 16 de março de 1873, falecendo em 29 de setembro de 1969. Ingressou no Serviço Público como redator do Diário Oficial. Dirigiu a Tribuna de Petrópolis. Escreveu para o teatro uma revista em dois atos: "Petrópolis antes ...e Depois", mais tarde musicada pelo maestro Deocleciano Damasceno de Freitas. Membro da Academia Petropolitana de Letras e do Instituto Histórico de Petrópolis. No bairro Capela, tem nome de rua, conforme Deliberação 3.801, de 05 de outubro de 1976.

40 - VITORINO SÊMOLA

Nasceu em 06 de junho de 1900 e faleceu em 1980. Engenheiro civil, arquiteto, urbanista, professor, jornalista, colaborou com Jornal de Uberlândia (MG). Recebeu a Comenda de Albatroz, pelos relevantes serviços prestados ao país. Essencialmente religioso. Autor de vários poemas, trovas e crônicas, aos quais dava o toque de naturalidade e sensibilidade. Pintor de inúmeros quadros, passou por todos os estágios da pintura, firmando-se como um dos mais respeitados clássicos da época.