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HINO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE POESIA
"CASA DE RAUL DE LEONI"

Letra e música de autoria do Acadêmico Roger Feraudy (1923 - 2006)


Academia Raul de Leoni,
cultuamos com amor e alegria,
para sempre teu vulto lembrado,
será por todos exaltado!
Academia Raul de Leoni,
que nós celebramos com poesia,
teu nome, glória da literatura,
expoente do saber e da cultura!

A Luz mediterrânea
ilumina o nosso ideal,
brilhando tão espontânea
no teu verso original!

O teu nome pertence à história,
mas no Silogeu estás presente,
viverás eternamente
como exemplo na memória,
inspirando nossa gente!

 

Novos Talentos
Marcus Vinícius de Souza
Mauro Cordeiro de Oliveira Jr.
Salvador José da C. Soares Jr.
Victor Santos Ferraz de Souza

FESTIVAL PROSA E POESIA

O Colégio Bom Jesus (Canarinhos)  realizou  dia 09 pp seu festival de Prosa e Poesia. Na ocasião prestaram significativa homenagem a Tom Jobim, pelos 50 anos da bossa nova e ao escritor Machado de Assis, pelos cem anos de sua morte.
Na primeira categoria o vencedor foi   o poema:  Terra, do aluno da 7ª série José Vitor Vieira Cunha, que também levou o prêmio de melhor intérprete.
Na  2ª  categoria, levou o prêmio o poema Falta de Inspiração, da aluna Gabriela Madeira, do 2º ano 1, que também levou o prêmio de melhor intérprete.
Na primeira categoria Prosa, o primeiro lugar foi para a crônica Tome Cuidado, da aluna Júlia do Carmo Silveira, da 8ª série e a vencedora da 2ª categoria prosa foi a crônica O Melhor Escolhedor de Paisagem, da aluna Helena Filpo, do 2º ano.

Tome Cuidado

Renato, 35 anos: vendedor de uma loja de móveis de madeira. Não ganhava muito, mas dava para pagar as contas e se sustentar, já que morava sozinho. Era um homem normal, na medida do possível. Era um homem normal, na medida do possível. Gostava de sair com os amigos e ver futebol. Era flamenguista (embora não soubesse o porquê...). Não era um homem de crenças, e por isso sempre dizia: “Acredito no que vejo, e só. Se um dia, por acaso, ficar cego, não acreditarei em mais nada... Afinal, um homem normal, com uma vida normal, pacata e sem graça.

Certo dia, saindo do trabalho, uma chuva fraca e fria. Estava para atravessar a rua quando se depara com uma figura: homem de uns 40 e poucos anos, estatura baixa, aparência meio suja, boné de propaganda política, roupa em cores reluzentes e chinelo de dedo (lembres-se de que estava chovendo...). A figura estava para atravessar a rua do outro lado, quando tropeça e seu chinelo arrebentava. O homem tira o chinelo e com o chinelo na mão e uma expressão assustadora vai na direção de Renato:

- Você toma cuidado, hein!
- o quê?
- toma cuidado! Você viu o que aconteceu ali? Eu quase MORRI!
- Hã?!
- Ta trabalhando direitinho?
- Como é que é?
- Tchau... Mas toma cuidado, ta?
- Hã? Ah... Tá... Tá bom.

Sai um para cada lado. O homem maluco com raiva por seu chinelo ter arrebentado e contando para quem quisesse ouvir que ele quase MORREU, e Renato completamente confuso, olhando para todos os lados para ver se não estava sendo filmado. Estava com toda a cara de ser uma pegadinha. Mas para o desespero de Renato, não era...

A vida de Renato mudou drasticamente depois daquele “encontro”. Às vezes os malucos vêem coisas que as outras pessoas não vêem. Para que arriscar? Qualquer coisa já era motivo para ele “tomar cuidado”: atravessar a rua? Olhava dez vezes para os dois lados, embora a rua estivesse interditada; e as pessoas que andam na rua? Já viu pessoas com mais cara de psicopatas assassinos? Impossível. E foi fugindo de um desses psicopatas perigosos que Renato cometeu um erro gravíssimo: passou por debaixo de uma escada. Pra quê? Saiu correndo assustado, tropeçou e caiu dentro de um saco enorme de ração para gatos. Decidiu que precisava chegar em casa o mais rápido possível e resolveu pegar um atalho. Pra quê? Passou na frente da casa de uma mulher que tinha uma família de gatos pretos. E como estava com um cheiro irresistível de ração fresquinha, todos os gatos começaram a segui-lo. Achou que fosse algum tipo de urucubaca e saiu correndo e gritando até chegar em casa.

Começou a ligar para todos os seus conhecidos. Será que isso estava acontecendo com mais algum deles? Talvez alguma “energia cósmica” estivesse revoltada com ele... mas por que logo com ele? Ele que sempre fora um sujeito de bem... talvez fosse sexta-feira 13... não, não tinha nenhuma sexta-feira 13 naquele ano e, além do mais, aquela  onda de azar já durava mais de uma semana. Talvez... não, qualquer coisa que ele pensasse não fazia o menor sentido. Resolveu procurar ajuda. Ligou para todos os especialistas do ramo da sorte e do ramo de loucuras também: cartomantes, gurus, psicólogos, psiquiatras, psicanalistas... Passou um bom tempo em tratamento, se internou em uma casa de repouso, e após um longo tratamento com calmantes e remédios tarja preta, Renato finalmente se convenceu de que aquele azar foi pura coincidência, e de que o maluco era só um simples maluco (ele não tinha nada de poderes especiais, visões, e ele realmente não previa futuro). Renato voltou para casa. Estava vivendo uma vida normal, sem nenhuma loucura. Tinha voltado a trabalhar, até tinha recebido um aumento. Enfim, sua vida tinha voltado à calma de sempre...

Certo dia Renato estava andando com seus novos chinelos de dedo (melhor não citar marcas, posso criar problemas...), quando começou a chover. Era só o que faltava. Na pressa de chegar em casa, Renato atravessava a rua correndo, escorrega em uma poça d’água, seu chinelo arrebenta e se pé agarra no asfalto acidentado, Renato cai de cara no chão. Nisso vêm, a toda velocidade, dois carros batendo um “pega” e atropelam Renato. Renato abre os olhos e vê, isso mesmo, “ O MALUCO”. Ele olha para Renato com uma cara de pena e diz:

- Eu te avise, não é? Realmente não pode-se confiar em chinelos de dedo, não é amigo?

O homem fica parado, com um sorrisinho amigo no rosto. Renato fecha os olhos e acorda no hospital.

Após algumas semanas, Renato volta para casa. O acidente tinha deixado poucas seqüelas, apenas umas marcas aqui e ali, e uma dificuldade ao andar que Renato teria que carregar a vida inteira. Mas o resto estava normal. Renato passou a fazer um trabalho voluntário em um Manicômio. Ele dizia que os loucos do mundo precisam ser ouvidos. Todos chamavam ele de louco, mas ele não ligava, dizia isso por experiência própria.

Autora: Júlia do Carmo Silveira (8ª série 1)

 

O MELHOR ESCOLHEDOR DE PAISAGEM

Já morei em diversas casa, graças ao espírito aventureiro de meu padrasto, que adorava se mudar para conquistar mais e mais pessoas. Mamãe apenas concordava, já que não trabalhava desde os vinte e dois anos de idade, ou seja, nada a prendia.

Eu até gostava de me mudar, mesmo tendo que fazer novos amigos na adolescência e encarar mudanças assombrosas.

Como meu padrasto cismava que eu me ressentia por usa presença, já que não era meu pai, ele sempre me agradava dando o melhor quarto da casa nova pra mim. Por isso, as vistas que tinha dos meus quartos eram sempre perfeitas.

Quando nos mudamos para Copacabana. Meu quarto dava de frente para o mar. As ondas quebravam majestosamente e era raro chover. Mesmo quando chovia, era espetacular olhar para aquela imensa praia com seu infinito horizonte. As gaivotas grasnavam por volta das dez horas da manhã, me avisando que era hora de acordar. A brisa marítima que entrava naquele apartamento transformou-me, mostrando que havia algo alem daquele horizonte.

Três anos olhei aquele mar belo do Rio de Janeiro. Porém, meu quase pai decidiu se mudar e eu tive que obedecer, mas não fiquei nem um pouco nervosa ou triste. Queria ver mais ainda.

Mudamo-nos para Curitiba. Morávamos numa casa retirada da cidade em que meu quarto dava para os fundos de uma plantação de girassóis. Ficava horas olhando para aquelas flores curiosas que se mexiam de acordo com a posição do sol. Belo, muito belo. A cor amarela daquele campo nunca me deixou triste, me trouxe apenas alegria.

Quatro anos vi os girassóis sendo plantados, cultivados e colhidos, mas Lucas, meu padrasto, decidiu ir embora daquela cidade. Nada fiz, apenas dei adeus aos girassóis da minha vida.

Fomos para Barbacena. Lá, conhecemos as plantações de rosas, mas meu quarto dava para uma montanha verde-escura onde podia-se ver belas árvores que dançavam de acordo com o vento. Nada vi alem daquele morro, apenas sonhava com o que havia atrás dele.

Parecia que Lucas queria ficar em Barbacena por mais tempo, mas instalou-se uma plantação de rosas ao lado da casa, deixando o nosso terreno muito valorizado. Com isso, após cinco anos de ter chegado naquela casa, nos mudamos.

A vida continuava e chegamos a Brasília. Vivíamos bem retirados da cidade onde meu quarto dava para o cerrado com vegetação rasteira, onde olhava para aquela imensidão de baixo verde que reluzia à luz do sol.

O tempo foi se passando e cada vez nos mudávamos mais. Contudo, minha mãe ficou muito doente e acabou falecendo, levando Lucas a uma depressão fortíssima. Não queria mais se mudar, apenas ficava olhando para a foto de mamãe na estante de casa em Belo Horizonte.

Após muito tempo, consegui anima-lo a mudar-se para Bonito, em Mato Grosso do Sul. Nós compramos, já que havia terminado a faculdade de filosofia e trabalhava como professora, uma casinha que ficava a cem metros da cachoeira mais famosa de lá. Vivemos naquela casa por três décadas, onde ele se restabeleceu e morreu feliz, calminho em sua cadeira de balanço.

Para não lembrar da morte de meus pais, fiz uma última mudança para a única cidade em que sempre quis viver: Manaus. Demorei um ano e meio para escolher a casa perfeita. Quando a encontrei e me mudei, deparei-me com a mais bela paisagem de todas.

A janela do meu quarto dava para o muro dos fundos de uma fábrica. Todos que vêm aqui se surpreendem ao ver a minha vista preferida, um nada completo. Mas sempre tento explicar o porquê, sempre em vão.

Mas agora, depois de quarenta e nove anos me mudando, afirmo que essa é a melhor vista, para onde olho e vejo todas as outras que vivi com incansável presença de meu padrasto, o melhor escolhedor de paisagens do mundo e a pessoa que amei em toda minha vida, alguém a quem realmente posso chamar de pai.

Autora: Helena Filpo (2º ano 2)


Trabalho dos Alunos do Colégio Ipiranga

Uma Breve História do Tempo da Criação

O tempo da criação passou a existir quando Zeus não conseguiu destruir por completo o tempo do cronômetro nem recuperar totalmente o tempo da eternidade, foi o que Hesíodo explicou quando falou das três dimensões do tempo.
O tempo da criação dura apenas alguns instantes, pois é o súbito lampejo da inspiração, por isso, quando alguém inspira-se, coloca aquilo na obra. A inspiração é passageira, mas quando é colocada na obra, parece que ignora o passar do tempo, pois a obra é eterna, (foi isso que Zeus recuperou da eternidade), pois, se o autor da obra morrer, (foi o que Zeus não destruiu do tempo do cronômetro).
O tempo da criação, como o nome já diz, é o tempo em que pode-se criar, mas como é tempo, e tudo no tempo tem seu tempo, a inspiração dura pouco, por isso deve ser rapidamente transformada em obra, pois assim ela sai do tempo da criação e vai para o tempo da eternidade.
O artista não é o único que recebe a inspiração, todos nós recebemos, porém o artista é o único que consegue perceber a inspiração e usá-la a tempo, isto é, transformá-la em algo do tempo da eternidade antes que o tempo do cronômetro a consuma assim como faz conosco, já que o tempo do cronômetro com o que ele recuperou da eternidade, e é isso que permite a transformação da inspiração na obra, ou seja, do passageiro para o eterno.

Ernani Fonseca Neto
7ª série - A

 

O Tempo

O tempo passa. A cada instante o tempo voa. Mas será que tem como parar o tempo? Não. Não se pára o tempo, não se atrasa o tempo, não se adianta o tempo, não se controla o tempo. Mas se não tenho controle do tempo, como saber a hora certa para se criar? Como um poeta sabe a hora certa para criar? Como um poeta sabe a hora certa para criar sua obra? Tudo se faz com o amadurecimento. Um poeta já maduro consegue criar. Ele sabe qual hora é certa, a hora já madura.
Nada se consegue fazer com a hora ainda não madura ou demasiado madura. Aquele tempo, aquela hora, aquele instante, é o certo. Não é a cada hora que se consegue inspiração, não é a cada inspiração que se consegue uma obra. É no tempo certo, na hora certa, com a inspiração certa que se consegue o prestígio de uma obra perfeita.
Mas as vezes o amadurecimento demora a chegar, você precisa estar muito triste, ou muito feliz, e precisa querer arranjar um modo de demonstrar isso para todos. É essa imensa tristeza, ou imensa alegria, e na ânsia de querer mostrar isso para todos, você, sem perceber, fez uma obra. Porque vai ter amadurecido com aquela idéia. E vai ter finalmente conseguido construir uma obra, no tempo certo, na hora certa.

Rayssa de Q. Oliveira
7ª série – A

(12 anos)

Concurso de Poesia do Colégio Centro Educacional de Itaipava

Pés descalços e palavras tortas


Elisa Clavery – 2º ano Ensino Médio
(Centro Educacional de Itaipava)

Sem nome. Sem fim.
Apenas versos
Alinhando palavras velhas e sujas
Rabiscos de uma saudade que eu tive
Do que eu jamais senti.
Pois um poeta que não ama
É como um pássaro que não voa,
Ou como um viajante
Sem estrelas para se orientar.

Resta-me apenas aquele sonho
Nublado como cegueira branca
Imaturamente ensaiado
Covardemente arquivado
Morada dos teus mesmos olhos amenos
Aqueles que ostentam imensa luz
E, para mim, são o princípio do mundo.

Em topos de árvores taciturnas
A atenuar o tempo
Curando domínios tortuosos
Daquele que é minha enfermidade,
Me remédio,
Minha loucura,
Meu respiro.

São teus gestos
Que principiam minhas atitudes,
Meu desequilíbrio,
Reunindo falsos afetos e impressões
Que vão embora com o vento,
Judiados pelo calor...
Em joelhos dobrados
Pés descalços raspando a areia branca
Marcando linhas tortas no chão
A brisa seca soprando no rosto
E acordes pulsando no peito.
Não percebe?
O meu silêncio não significa
Que eu não tenha o que dizer.

E em uma piscar de olhos
Esvai-se todo o tempo
Os raios daquele Sol
Propagam-se em infinitos feixes de luz,
Vamos parar para desenhar constelações?
Vamos deitar e contar estrelas?
Por  elas, eu sei me orientar.
Finalmente o pássaro ganhou asas
E o poeta aprendeu a amar.

 

Definição
Bianca Oliveira – 3º ano Ensino Médio
(Centro educacional de Itaipava)

Amar
È dizer com os olhos aquilo que a alma grita
E as palavras não são capazes de articular.
É viajar, não para outro lugar,
Mas para outra pessoa...

Amar é fantasia,
É mistério,
É uma aventura que não falece
E uma liberdade que nunca fenece.

O amor é um passeio por todos os sentimentos,
É um contraste de anseios:
Uma calma acelerada que se sente
Ou uma euforia tranqüila que se acende.
Malícia ingênua,
Demência sã,
Dor feliz.

É um abrigo, um aparo.
Um sorriso franco, uma palavra fiel,
Um carinho sincero, um forte apego.
É intenso, ao mesmo tempo em que é frágil,
E terno, da mesma forma que é findável.

É lindo. É fácil. É grande. É bom.
É amor e não tem definição.

 

Rasura cultura: antes de usar, leia o manual
Marcelo Bardy – 2º ano Ensino Médio
(Centro Educacional de Itaipava)

Não entendes meus versos?
Vide verso.
Veja por outro lado, peço.
Leia ao inverso
E vice-versa.
– Mais um maluco que versa!
Versa como passatempo, diga-se de passagem
E essa pode ser a última tiragem
Dessa rasura que levo na bagagem
Da viagem em que me vejo.
Se eu voltar, não quero cortejo
Por essa rasura que fiz por desejo
Desejo de palavras
Que no papel foram envenenadas
Por esse poeta amador
Que não fala de amor, nem de dor
Apenas vomita relatos de um sonhador.

 

UM TRABALHO INCOMPREENDIDO
Guilherme Abinader – 8º ano do Ensino Fundamental
(Centro Educacional de Itaipava)

Muitas pessoas se deprimem sem razão...
Não sabem o que é ter que ver a verdadeira solidão.
Não sabem o que é ter que todo dia
Levar desse mundo mais uma vida.
E além de levar a vida de uns,
Levo também a esperança de alguns.
Mas não posso fazer nada,
Pois a ordem já foi dada.
Não importa quão duro e sofrido é ter que fazer isso,
Essa é minha responsabilidade, meu compromisso.
Alguns acabam com a própria vida,
Mas também acabam com a de uma pessoa querida.
Pois ela vai se afogar na angústia,
Cair na desgraça e se drogar.
Drogas, uma das causas para eu ter que acordar e trabalhar.
Quando ainda não está na hora,
Chamam-me de ceifadora.
Quando já passou da hora, me recebem como libertadora.
Muitas vezes tenho que chegar mais cedo porque alguém não soube
Aproveitar as belas oportunidades que a vida lhe deu.
Sim, oportunidades. Como eu os invejo de ter esse privilégio...
De ter a liberdade, de não ter regras.
Meu Deus, como eu queria poder me aproximar e dizer:
Sinto muito. Mas essa é uma coisa que preciso fazer.
Como eu queria poder avisar com antecedência,
Para não ver uma família cair em decadência.
Mas essas são as regras. E elas já foram dadas.
Não posso me misturar.
Fazer me verem, não posso nem tentar.
E mesmo se me vissem, dariam um grito.
Pois muitos me vêem apenas como mito.

 

O CIRCO
Nickoly Artigues Rastoldo Silva – 6º ano do Ensino Fundamental
(Centro Educacional de Itaipava)

Sob um céu de estrelas multicoloridas
Onde brilham sorrisos na graça de um palhaço
Que ri, bate palmas e cai.
E no brilho de seus olhos
Na surpresa da magia
Na expectativa do salto mortal
Onde o trapezista voa no ar;
Na leveza do elefante
Que dança, acena e se senta,
No olhar surpreso da criança
Quando o leão lambe amigavelmente
Um domador todo vestido de prateado.
No encantado mundo dos cavalinhos
Que giram, pulam e dançam
Na fantasia de um vôo espacial,
No salgadinho gostoso, na pipoca cheirosa
Na doçura do algodão-doce
E os sorrisos brilham entre as crianças
De todas as idades,
Num mundo de lona
Num palco de alegria
Onde tudo é fantasia, cor, sonho,
Beleza e pureza.

 

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