COLUNA - JORNAL DIÁRIO DE PETRÓPOLIS Fotolegenda
Flagrante do Chá comemorativo de 27 anos da ABP no último dia 27. Comemoração Foi dos mais prestigiados o Chá Acadêmico do dia 27, quando foi comemorado o aniversário da nossa Academia. Tendo Raul de Leoni como homenageado, a 2ª rodada de poesias teve poema repente assinado por Lucia Maul, trova de Eunice Sá Fortes, citação de Drummond sobre o poeta lembrada por Fernando Magno, uma curiosa história sobre a inauguração do busto de Raul de Leoni narrada por Joaquim Eloy, crônica trazida à baila por nosso presidente, Sylvio Adalberto, sonetos assinados por Caçula e João Roberto Gullino, poema enaltecendo os atributos físicos do poeta por Vera Abad , poema assinado por Marglori e lembranças poéticas sobre Florença e sua Luz Mediterrânea, por Gerson Valle, soa para citar algumas homenagens. À mesa, dentre outras gostosuras, um bolo com a foto do poeta homenageado, reuniu os acadêmicos em animada tertúlia. Agenda Por conta das obras que tomarão conta do Silogeu Petropolitano, o próximo poetar livre, marcado para o dia 16 de setembro, com um sarau de poesia e músicas do século XIX acontecerá na sede social do Petropolitano Futebol Clube e o Chá Acadêmico, do dia 24, terá como anfitrião, o Museu Imperial. Poesia Virtual O Instituto Moreira Salles, na Gávea, Rio de Janeiro, abriga, até o dia 24 de outubro, a exposição de Poesia virtual: do dáctilo ao dígito, assinada pelo bibliófilo, engenheiro, poeta e pesquisador mineiro, precursor da poesia digital e dos poesignos, Erthos Albino Souza ( 1932 – 2000). Oitenta anos Seus longos cabelos brancos guardam 8 décadas de histórias e poesia, a serem completos no próximo dia 10. Ferreira Gullar, que transitou pela pintura, pela política e pela dramaturgia, fincou os pés mesmo na poesia, embora flutue pelo ocaso e o inesperado. "Minha poesia, hoje nasce do espanto. Poesia não é uma coisa que se decide fazer. |A poesia é parte de algo que te surpreende". A paixão aos 13 anos levou o jovem a escrever seu primeiro poema. Aos 19 lançou " Um pouco acima do chão", mas depois de ler Rilke, aos 20, concluiu que sua linguagem era velha e decidiu reinventar-se. Com Drummond descobriu que existia poesia em tudo. Às portas de completar 80 anos, Gullar continua a buscar respostas para as perguntas essenciais do viver, o que mantém nele o frescor, sempre renovado. Ciente de que a arte é algo que se descobre a cada momento e que a literatura não revela, mas reinventa a realidade, o poeta acaba de lançar " Em alguma parte alguma" no qual desnuda-se até o osso "futura/peça de museu/ o osso/ este osso/ ( a parte de mim/ mais dura / e a que mais dura)/ é a que menos sou eu?" transbordando os limites do corpo e mergulhando na poesia sem limites. É Sempre Bom Lembrar Natural de Miracema, RJ, o poeta Farid Félix teria completado um centenário no último dia 28, como bem lembrou Joaquim Eloy dos Santos no último Chá Acadêmico. Farid veio para Petrópolis em 1938 onde foi membro da ABP. Seu livro de estréia "Lua do Meu Rio", foi seguido pelo "Nós e o Tempo". Grande admirador de Bilac, Raul de Leoni, Augusto dos Anjos, Camões e Antônio Nobre, segundo o amigo Petrarca Maranhão seus versos, sonoríssimos, não obedecem rigorosamente nem a escola parnasiana, tampouco a temática simbolista. Ele é ele mesmo. No poema que escreveu sobre Petrópolis, mostra seu amor pela cidade que o acolheu. " o meu fervor por ti chegou ao cúmulo:/Se ao nascer, te não tive por meu berço,/que ao menos eu te tenha por meu túmulo" . E assim cumpriu-se a história. Farid faleceu em 2004 nesta cidade, onde foi sepultado. EUNICE SÁ FORTES - CADEIRA 23 - PATRONO: HILDEGARDO SILVA |
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