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COLUNA SEMANAL DA ACADEMIA BRASILEIRA DE POESIA NO JORNAL DIÁRIO DE PETRÓPOLIS - CHRISTIANE MICHELIN


CHRISTIANE MICHELIN


COLUNA - JORNAL DIÁRIO DE PETRÓPOLIS

Novos Livros

O confrade Roberto Gullino está com dois livros prontos. “ O Conceito do Soneto” e “Perambulando pelos caminhos da poesia”, que reúne 400 poemas de 200 poetas de diferentes épocas e estilos, além de citações e trovas. Seu grande objetivo com esses trabalhos seria, tendo recurso para imprimi-los, distribuir pelas escolas e bibliotecas, por julgar ser de grande validade para estudantes e professores.

É Sempre Bom Lembrar

Nascido em 8 de janeiro de 1917, em Ipueiras, Ceará, Gerardo Mello Mourão, era conhecido, entre os amigos, como um maior poeta greco-brasileiro, porque poucos escrevem ou falam grego igual a ele na América. Em seus livros Os Peãs e n´O País dos Mourões, encontram-se trechos inteiros nesse idioma. Homem do mundo, perdeu a conta de quantos títulos de cidadão honorário e Doutor Honoris Causa recebeu. Foi jornalista correspondente da Folha de São Paulo na China durante trinta anos, político, guardião das tradições nordestinas e passou vários anos na prisão em diferentes períodos, por conta de suas ideologias, das quais, mesmo aos 87 anos, nunca abriu mão. Sobre ele, Drummond declarou: algumas pessoas pensam que sou o grande poeta do Brasil. O grande poeta do Brasil é o Gerardo Mello Mourão. Mello Mourão faleceu em 2007, aos 90 anos.

“Boa noite, Isabel,

vagam verdes as duas luas de teus olhos
nesse verde luar ao lírio de teu rosto
e aos botões de rosa das rosas
de teus seios
sobre os bosques e os mares de Diônisos.
E as redondilhas de seus versos cresçam
e o criador de verdes e de versos
nos cerque de jograis e de segréis.
Pelas várzeas a flor do trigo a flor
do linho a flor do decassílabo
de teu corpo ondulando entre os pinhais.
Entre a cintura e as ancas e o regaço
em teu passo de pássara inventavas
a graça nupcial das caravelas.” Gerardo Mello Mourão
Internet Também é Cultura
Recebi, via e-mail, do confrade Sylvio Adalberto, um texto de autor desconhecido, sobre a reforma ortográfica, que, embora tenha acontecido em 2009, vez por outra ainda causa certa confusão. “ Em casos como autoestima, o hífen cai. A sua é que não pode cair. Em algumas palavras, o acento desaparece, como em feiura. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda. O acento também cai em ideia,só que dela a gente precisa. E muito. O trema sumiu em todas as palavras, como em inconsequência, que também poderia sumir do mapa. Assim, a gente ia viver com mais tranquilidade.”
A Mulher na Literatura
Acontecerá, em junho, em Portugal, o I Congresso Internacional de Cultura Lusófona, como o objetivo de partilhar experiências de leitura e resultados de investigação sobre autores contemporâneos de língua portuguesa que dão protagonismo à mulher na literatura e outras artes. Convocando diferentes olhares e diferentes perspectivas teóricas, metodológicas e culturais, o Congresso busca ainda identificar semelhanças e dissonâncias nas formas como essas representações da figura feminina se concretizam no interior das narrativas.A organização do evento, que acontecerá nos dias 11 e 12 de junho, receberá as propostas de comunicação até dia 12 de março em subtemas como Literatura e autoria feminina: vozes, percursos e modos de ver o mundo; Texto, gênero e linguagem: as potenciais marcas do feminino; Identidade feminina e alteridade: a poética do (des)encontro, entre outros. Mais informações podem ser obtidas via email: congressoesep@gmail.com.

Lançamento

“A última temporada”, do poeta gaúcho Pedro Gonzaga ( Editora Ar do Tempo) é, na verdade, seu livro de estréia. Aos 35 anos o autor bate bola com o cotidiano e a fantasia em inspiradas criações. (95 páginas R$ 25).
Para Refletir
“ no vão de uma porta
E velar vencedor
Que jaz vaporoso
No meio dos véus...

Vento agora é amor!...”
Eunice Ribeiro Netto Sá Fortes – cadeira 23