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INÍCIO - ACADÊMICOS - ACADÊMICOS TITULARES - WALTER PACHECO
WALTER PACHECO - CADEIRA 02 - PATRONO: ALBERTO DE OLIVEIRA

Walter Faria Pacheco, brasileiro, casado, Advogado, residente atualmente à rua Marechal Deodoro, 219 / Apartº 102 – Centro – Petrópolis – CEP= 25.620.150.

Natural do Estado do Rio de Janeiro, nascido no Município de Nova Iguaçu, na localidade de Andrade de Araújo (1º distrito), em 27 de Janeiro de 1926, filho de Augusto Bonifácio de Azevedo Pacheco e de Rosa de Faria Marcelino.

Curso Primário e Ginasial, realizados no Ginásio Leopoldo, em Nova Iguaçu-RJ, até o ano de 1943, inclusive. Curso Científico realizado em MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino), nos anos de 1945, 1946 e 1947. Curso de Direito Realizado de 1949 a 1953, na faculdade de Administração e Economia da Universidade Gama Filho e concluído em 1972. Curso Intensivo de Jornalismo realizado durante o ano de 1987, na Escola de Comunicação “Assis Chateaubriand”, da Sociedade Educacional Austregésilo de Athayde...[+]


Alma Ferida Amor Impossível

A fonte dos meus versos se esgotando vai,
Porque lhe falta agora o alento da paixão,
O precioso eflúvio que na alma cai,
E opera em todo ser grande transformação!

É quando a esperança no peito se esvai,
Tangida pelas trevas de uma solidão,
Deixando uma saudade imensa, que não sai,
E pouco a pouco vai calando o coração!

E esta minh’alma entristecida de retrai,
E não encontra mais prazer nem emoção,
Lembrando sempre a dor daquela despedida...

E toda vez que o pensamento se distrai,
E tenta conservar o alento da ilusão,
É que sinto como minh’alma está ferida!

É com tristeza que te vejo se afastar,
Somente agora descobri toda a verdade,
A única razão da impossibilidade,
Que fez este meu lindo sonho se frustrar!

A promessa de amor que li no teu olhar,
Irradiada em luz de intensa claridade,
Vai alimentar meu ser por toda a eternidade
E vai fazer meu coração se rebelar!

A chama deste amor que no meu peito arde,
Farei com que resista e o carinho guarde,
Para a mulher que eu quis e que de fato amei!

E guardarei a luz desse teu lindo olhar
E tudo o mais que vi em ti pra me encantar,
E a ilusão do beijo que apenas desejei!

Exaltação do Amor Identidade

Cada instante vivido gravaste em teus versos
E as canções sublimes cantaste com fervor!
Rogaste assim ao Deus que fez o Universo,
O sol da eternidade para o nosso amor!

Do Olimpo da imaginação trouxeste acordes
E no fundo d’alma criaste a melodia,
Tendo o nosso amor por enredo e assim concordes,
Meu peito e o teu cantaram um hino em harmonia!

Foi na visão dos sonhos mais acalentados
Que sempre em grau superno foram transportados,
Os anseios divinos de uma nova aurora...

Com tal sublimidade tu fizeste tudo,
Que ergueste em volta de nós poderoso escudo,
Que guarda o nosso amor, qual sonho vida-a-fora!

Quando eu estou distante e a saudade vem,
Dizer ao meu ouvido coisas de você,
Fico extasiado, não ouço mais ninguém,
Pois a razão inteira eu já sei porquê!

É que entre nós existe uma verdade eterna,
Um sentimento de amor, nobre e duradouro,
Que, à inconsciência, o nosso <<eu>> governa,
E guarda em nossas almas seu maior tesouro!

Sentir o mesmo que o outro sente é rotina,
Pois a identidade das almas determina,
Que estejamos juntos, embora assim distantes...

Por isso é que a saudade traz sempre alegria,
Mensageira que é dessa doce harmonia,
Que pulsa igual em nossos corações de amantes!

Instinto de Defesa Lágrimas de Amor

Vou apagar teu nome da minha memória,
Porque sofrer de amor assim eu não mereço!
Eu me fiz triste de tanto lutar sem glória,
Nessa ilusão fugaz que exige um alto preço!

Comigo sempre foi assim! Desde o começo
Tive a incerteza como marca nessa história!
E a esperança até perdeu meu endereço,
Zombou da minha paciência tão simplória!

Porque me sinto assim, vazio e sem destino,
Cativo desse teu encanto sibilino,
Que só conduz minh’alma para o sacrifício...

Vou proceder com pleno instinto de defesa,
Lutando pra vencer a minha natureza
E acabar de uma vez com este meu suplício!

Lágrimas de Amor são conforme o sentimento,
Têm a natureza do afeto concedido,
Se são sinceras, são as garras de um tormento,
Mas se fingidas, provocações de cupido!

Pobre daquele que não conhecendo a essência
Do puro amor, que em seu coração tem guarida,
E às pérfidas lágrimas da inconsciência
Vai cedendo, cedendo, e cede a própria vida!

Lágrimas sinceras são pérolas de amor,
Lágrimas fingidas, negras taças de dor,
Mas o distingui-las é intrincando problema...

No entanto, conforme entende cada amante,
Lágrima pode ser carvão ou diamante,
Porém, só é motivo sério num poema!

No mundo dos sentidos O Verdadeiro Amor

Quando era criança e o adulto me afagava,
Não sabia se pura ou falsa era a intenção,
Sé sei que ao deleite logo me inclinava,
Porque fazia bem à mente e ao coração!

E ainda agora, quando os anos são distantes,
Guardo os afagos e carinhos recebidos,
E na lembrança de momentos tão queridos,
Quisera agora ser aquilo que era antes!

E hoje em dia os afagos que desfruto,
Na consciente condição de ser adulto,
Indecifrados são como aqueles de outrora...

No sempre imaginário mundo dos sentidos,
Quem poderá dizer se os mimos consumidos,
Não vivem alimentando a alma que os implora?

O verdadeiro amor é luz que não se apaga,
Que se expressa em vida no tempo mais bonito,
U’a harmonia, que só os dois afaga,
Um lume eterno no lampadário infinito!

Induz na alma um sentimento de nobreza,
Um indecifrado elã que não tem paralelo,
Que harmoniza o homem com a natureza,
Fazendo-o descobrir o âmago do belo!

União perfeita dos seres que encontraram,
Suas almas gêmeas, que os deuses reservaram,
E os corações sensatos onde achar guarida...

A verdade total que os homens desprezam
E convertida em grãos aos ventos dispersaram,
E só num ventre puro é que retorna à vida!

Passagem de ano

Mais um ano que finda e um ano que começa,
Passagem do bastão do tempo na corrida,
Em nova floração de uma alegre promessa,
Que fala de esperança e que renova a vida!

É a germinação de uma semente nova,
Rica seara de frutos desconhecidos,
Que maturados e colhidos darão prova,
De que nem todos poderão ser consumidos!

Feliz, a humanidade sonha novamente,
Antegozando um Ano Novo diferente,
Capaz de realizar o seu sonho mais lindo...

De braços abertos, com festa o recebemos,
E por melhor que seja o ano que tivemos,
Jamais deixamos de dizer, seja bem-vindo!

MAIS INFORMAÇÕES

Funcionário do Ex-IAPI, nomeado por Concurso no ano de 1948 lotado na Agência de Nova Iguaçu, como Escriturário. Indicado para administrar o Posto de Assistência Médica, então criado, trabalhou em Petrópolis, em 1951, na substituição do Administrador local, em termos de estágio. Em março de 1952 foi nomeado Administrador local, em termos de estágio. Em março de 1952 foi nomeado Administrador do Ex-IAPI, em Nova Iguaçu, cargo que ocupou até o ano de 1956, quando foi nomeado AGENTE do citado Instituto em Nova Iguaçu, cargo que ocupou até dezembro de 1958, afastando-se para exercer função eletiva.

Eleito Vereador em 1958 para legislatura de 1959 a 1962. No ano de 1960 foi eleito Presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu; em outubro de 1962 foi eleito Deputado Estadual, para legislatura de 1963, quando reassumiu o seu lugar de Deputado na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Exerceu a vice-liderança de seu Partido, o PTB, na Assembléia Legislativo, em 1964. Ocorrendo a Revolução de 1964, jamais teve questionada a sua consulta parlamentar. Instaurado o bi-partidarismo – MDB e ARENA, ingressou nesta última, para melhor alcançar os objetivos de sua representação pela liderança do mesmo Governo.

Em agosto de 1966 foi nomeado Secretário de Transportes e Comunicações do Estado do Rio de Janeiro, cargo que exerceu até 31 de janeiro de 1967, no governo Teotônio Ferreira de Araújo. Em fevereiro de 1967 foi nomeado Assessor do Gabinete Civil do Governador Geremias de Mattos Fontes. Em meados de 1967 retornou aos quadros do Ex-IAPI, então denominado INPS.

Na Eleição de 1970 foi candidato a Suplente de Senador, na Chapa de Heli Gomes, sem lograr resultado positivo.

É Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Distrito Federal, em 1953. advogado ainda militante, inscrito na OAB-RJ sob nº 6974. é procurador Federal do INSS, por Concurso. É ex-Presidente da Sub-Seção da OAB em Nova Iguaçu, eleito para os períodos de 73/75, 77/79 e 79/81.

É Bacharel em Administração, pela Universidade Gama Filho, em 1972, regularmente inscrito no Conselho Estadual de Administração do RJ.

É ex-radialista, componente do Quarteto Copacabana, que fez carreira na década de 1940 a 1950, atuando pelas Rádios Mayrink Veiga, Globo e Guanabara. É Cantor, compositor e autor de músicas populares. É Poeta, Trovador e Contista.

É Membro da Arcádia de Letras e Artes de Nova Iguaçu, na qual exerce, provisoriamente, a Presidência; Membro da Academia Nilopolitana de Letras e Membro da União Brasileira de Trovadores, Seção de Nova Iguaçu.

Publicou poesias na Primeira Antologia de Escritores Iguaçuanos, em 1976; no Anuário –1977 da Academia de Letras e Artes de Nova Iguaçu; no livro Feira Livre – 10 Autores Iguaçuanos, em 1983 Publicou, em 1982 o seu primeiro livro de poesias, intitulado “Sussurros Dálma”, e o segundo, cujo título é “Alma e Coração” no ano de 2005.

Teve diversos trabalhos publicados em vários jornais e revistas, como Fluminense e Correio Fluminense, de Niterói; Correio da Lavoura, Correio de Maxambomba e Jornal de Hoje, de Nova Iguaçu; revistas O Cancioneiro – de poesias e trovas e Passatempo Cultural Iguaçuano.