Para Sylvia Narriman
Um galo canta na manhã que urge
seu canto atrai a luz fio que surge
espada na manhã em transparência
do dia que se escalda em sua essência.
Insetos, aves, brilhos microscópicos
pequenos sóis de efeitos hipnóticos
macrocósmicos mundos emergentes,
a vida que se mostra é sempre urgente.
Um galo canta e seu canto encadeia
o canto de outros galos e incendeia
o dia escancarado que levanta
sol a pino, liberto da garganta
e afloram dias, sóis, vozes malsãs
restaurando a verdade das manhãs. |