O tempo a tudo vence em disparada
É o rei da festa e em cada conviva
Ele escalavra um túnel para o nada
E passa solitário em carne viva.
No seu galope, boca escancarada,
Faz escoar de forma sempre ativa
Tudo que é vivo e bom. De cambulhada
Leva a memória em sanha compulsiva.
O tempo mata nossas fantasias
Mas não quebra da vida essa corrente
Com elos de tristezas e alegrias.
O tempo a tudo vence em seu galope
E cada coração e cada mente
Com a poeira do eterno ele entope.
Sylvio Adalberto |