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INÍCIO - ACADÊMICOS - ACADÊMICOS EMÉRITOS - SYLVIO ADALBERTO- CANTARILHO
SYLVIO ADALBERTO


Petropolitano, poeta e contista, Presidente da Academia Brasileira de Poesia; Membro Titular da Cadeira 8 da Academia Petropolitana de Letras. Faz parte do conselho editorial do jornal Poiésis - Literatura, Pensamento & Arte. Por muitos anos colaborou na imprensa petropoliatana. Autor do livro Silêncio Alucinado agraciado com o prêmio Carauta de Souza da Academia Petropolitana de Letras, 1993. E-mail: sylvioadalberto@hotmail.com

Site: http://www.avesdamataatlantica.com.br

POEMÍNIMOS ILUSTRADOS
O POETA CRUZA O ESPAÇO
CANTO INÚTIL
OS GALOS DO JOÃO
A POESIA COMO COMUNICAÇÃO
CANTARILHO
COMUNICAÇÃO MODERNA
MITOLOGIA, RELIGIÃO E POESIA
O DEVER E O HAVER
PALAVRAS ESSAS
PARA QUE SERVE A POESIA
QUANDO EU NASCI
INVENÇÃO TEMPO
O HOMEM QUE PINTAVA GIRASSÓIS

CANTARILHO

Para Reynaldo Valinho Alvarez

Meu avô quis fazer um poema.
Só tinha medo
de não saber empilhar as palavras
fluentemente.
Falava muito, ele, o meu avô.
Um dia perguntou
se já haviam feito
a reforma acrossémica na gramática.
Era um latifundiário das palavras
o meu avô,
tinha um dicionário
escandido embaixo da cama.
Um dia, tropeçou num pentâmetro
e quebrou o vilancete
bem ali, perto do ditirambo.
Falam que quebrou por que caiu,
mas, não, caiu porque quebrou.
Não por isso meu avô foi um poeta
de pés quebrados,
era de anáforas, epânados e redondilhas.
Babava um pouco quando vinham
saias, pernas e certas insinuações mais fundas.
Esse avô espanhol, vindo de barcelonge,
quando encarou um médico, quis saber:
(Pura influência da Omídia, penso eu!)
- Doutor devo fazer sexo oral ou digital?
O médico, perplexo:
-Analógico, lógico!