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INÍCIO - ACADÊMICOS - ACADÊMICOS TITULARES - JOSÉ LUIZ D'AMICO
JOSÉ LUIZ DAMICO - CADEIRA 19 - PATRONO: ERNESTO TORNAGHI

Petropolitano, médico e servidor público federal, ocupa atualmente o cargo de representante do Ministério do Trabalho e Emprego na Região Serrana Fluminense. É dedicado seguidor da Escola Parnasiana de poesia. E-mail: joseluizmd@hotmail.com

Incentivado por seu pai, Waldir D’Amico (também poeta), iniciou seus primeiros ensaios de Poesia em 1966, com apenas nove anos de idade, quando já pela primeira vez foi agraciado com uma deferência poética: “Diploma de Honra” concedido pela Comissão Municipal de Defesa Contra Enchentes, no Projeto “Divulgando Trovas Educativas”, realização da Prefeitura Municipal de Petrópolis-RJ.

Desde então vem escrevendo Trovas, Poesias e Crônicas, com participações premiadas em diversos concursos, dentre as quais destacam-se os Prêmios de “Primeiro Lugar” no Concurso de Poesia Falada da Associação Atlética Banco do Brasil – AABB, em 1990, e o de “Melhor Poema” no Primeiro Festival de Música e Poesia Universitárias, realizado em 1989 pelas Organizações Globo de Televisão e Jornalismo.

Possui escritos vários poemas, trovas e crônicas, sendo que figura como co-autor de uma Coletânea de Poesias, publicada em 1987, e como autor de uma Antologia Poética, ainda não publicada e intitulada “Meus Poemas Preferidos”, onde insere vários dos seus Sonetos – seu estilo poético preferido.

A GRANDE LIÇÃO DA SAUDADE A LÁGRIMA DO POETA

Como as ondas que vão de volta aos oceanos,
como a chuva que, aos céus, regressa esvanecida,
tudo parece ter, nos seus devidos planos,
tendência de tornar ao ponto de partida...

E, por esse vaivém das cousas e dos anos,
uma verdade acena assim... despercebida:
- Em muitos corações os mais terríveis danos
vêm da ilusão que nunca espera a despedida...

Por isso quem não quer, de amor, morrer em vida
há de evitar distância e unir destino e sorte,
porque a saudade mata, eis a lição, meu Deus:

- Se há vida na chegada, há morte na partida,
pois todo adeus é sempre uma pequena morte,
porquanto toda morte é sempre um grande adeus...

À margem do oceano imenso,
choro
e caminho...

Cada lágrima
é como uma carta,
muda e salgada
por essa dor que explode dos meus olhos...

Penso estar dizendo muito,
mas o mundo...
o mundo não sabe ler o silêncio úmido
que escorre pelo meu rosto...

Volto-me.
Vejo a praia percorrida pelos meus pés
já cansados da existência...

E enquanto o mar desmancha os selos
que eles deixaram sobre a areia,
descubro, afinal,
que a vida lentamente
vai perdendo
o endereço dos meus olhos...

BAILE D'AMOR - DANÇA E SEDUÇÃO - O PRIMEIRO MÊS DO AMOR

Uma noite, num baile, eu e ela...
Metais solando um blues, eis o som...
Meu rosto em seu cabelo undiflavo,
o salão inteiro à luz de vela,
e a orquestra vai nos dando o tom...

Com abraços seu corpo desbravo,
e sua boca meus lábios protela,
adiando-se em manchas de batom,
que vão competindo com o cravo
pela posse da minha lapela...

PRETENSÃO

Ah! quem me dera
eu fizesse
mudar teu jeito tristonho
neste poema que traço!
Ah! quem me dera

eu soubesse
sonhar o amor que proponho
te devotar passo a passo...

E ah!... se depois
eu pudesse
te retirar desse sonho
e te prender num abraço...

Hoje...
Já faz um mês
que os meus olhos
te espreitaram
e em meio à rua
da timidez
te desnudaram
te viram nua
primeira vez...

Hoje...
lá vai um mês
assim tão tímida
que os meus braços
de homem cortês
pelo teu ume
o teu perfume
te desejaram
de ti ganharam
um lindo abraço
primeira vez...

Hoje
me tenho dito:
- seja infinito
por nossos anos
o amor escrito
num verso puro
que me refez...
sonhar, querida,
em nossos planos
tão prematuros
enquanto dure
em nossas vidas
todo este mês...

SOLIDARIEDADE ENTRE POETAS

Da Poesia eu quis um bom soneto, amigo,
que pudesse explicar-te a dor dessa existência,
pois descobri que a dor que vai sempre contigo
dá-te também a vida em toda a sua essência.

O mundo não te rende o merecido abrigo:
rotulam-te poeta, assim... sem reverência,
e julgam-te qual louco, assim... como um castigo
de um juízo impiedoso, assim... sem complacência...

Então eu comecei o meu primeiro verso,
do soneto que iria explicar-te esse adverso.
Mas que frases serão, ainda, a ti secretas?

E o que mais te dizer em meio esses abrolhos,
se essa gota escondida em teus tristonhos olhos
é a mais velha dor de todos os poetas?...