Todos querem...
Todos vivem...
Ansiosos a buscar...
Felicidade... existirá?
Onde ela se esconderá?
Uns procuram na riqueza
Outros no culto à beleza
Que logo vão terminar...
Alguns buscam nas vitórias
Se engalanam de mil glórias
Que vêem logo acabar...
Mas se você quer de fato
Felicidade alcançar
Procure dentro de si
Que ela ai vai estar...
Busque bem compreender
E, ao saber aceitar
As suas limitações
E seus dons valorizar...
Não fique o bem alheio
Invejoso a desejar...
Nunca inicie uma obra
Que não possa terminar...
Mostre na face um sorriso
Mesmo com a alma a chorar...
Demonstre a simpatia
De quem deseja ajudar...
Faça o bem a todo mundo
Sem recompensa esperar:
Ao fazer outros felizes
Feliz você vai de se achar!
NÓS DOIS
Depois de abençoados pela Igreja
seguindo nova vida... Só nós dois...
Enfrentando o mundo, que peleja!
Pra conseguir sucessos bem depois...
Sempre apoiados um no outro fomos
sem cometermos nuca desatinos
multiplicando-nos em outros pomos
aqui chegaram nossos três meninos...
Tempos difíceis... Lutas e vitórias...
pois combatendo é que se encontram glórias...
os filhos foram achando seus caminhos...
Foram-se todos, um a um, partindo
um novo rumo de vida seguindo.
E eis nós dois mais uma vez sozinhos. |
De manhã, verde esmeralda
desfilando ele desfralda
a sua grande beleza...
De tarde ele vai mudando
por várias cores passando:
feitiço da natureza...
Quando o dia vai morrendo
é que vai acontecendo
espetáculo total:
delírio em grande beleza
sos e luzes, com certeza,
de orquestra descomunal!...
Os macaquinhos guinchando
e as aves pipilando
seu abrigo vão buscar
e a claridade do dia
que aos poucos se esvazia
é que vai nos deslumbrar!...
O sol, um disco de fogo,
como se fosse num jogo
incendeia o rio e o céu,
e as águas ficam vermelhas
chegando a lançar centelhas
num estranho fogaréu...
De repente ele se esconde
e o ouro aparece onde
o rubro sol incendiava
e todo o céu é dourado
o rio é ouro lavrado,
imagem que emocionava...
Cai a noite, a lua vem
e as estrelas também
em grande cintilação...
A água fica prateada
como prata derramada
numa grande proporção...
Agora é hora de paz!
O rio, ele se refaz,
parece que vai dormir...
O som agora é discreto
e o rio corre quieto
para amanhã ressurgir!... |
Tens olhos estranhos!...
Só hoje, à tardinha
Foi que reparei...
Em outros encontros
Fugazes, ligeiros,
Nunca observei...
Falavas tão séria
Ligeira, apressada,
Nem pude notar...
E nunca cruzavas
Os teus lindos olhos
Com o meu olhar...
Tens olhos estranhos...
São negros? Castanhos?
São verdes?... nem sei...
Só sei que são belos
Tão belos que deles
Nunca esquecerei... |
Tu és a alegria
Do meu despertar
Juntinho a abraçar...
Tu és a tristeza
Quanto tua ausência
Me oprime de dor...
Tu és segurança
Quando dos teus braços
Eu sinto o calor...
Tu és companheiro
Em toda loucura
Que invento fazer...
Tu és tudo isto
E mais... muito mais...
Tu és meu querido
O meu grande amor!..
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Meu pensamento voa como ave
que de manhã levanta de seu ninho,
antes que a chuva o seu pouso lave,
antes que caiam galhos do seu pinho.
Como as aves são abençoadas
com este dom incrível de voar,
os homens, criaturas graciadas
com inteligência para divagar...
E então eu vôo pelo mundo inteiro,
somente o cérebro é o timoneiro
sem dispor de asas ou aviões.
E sobre as nuvens, feliz, eu flutuo
e ao meu Deus contente eu cultuo,
num mundo novo pleno de emoções |
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