POEMINHOS
Só a poesia
Permite que o homem seja livre.
Depois que descobriram isso
Os homens viraram poetas.
E há cada vez mais poetas
Novos alquimistas
De um mundo sem esperança
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Puxa, como a vida é curta!
Quando percebi
Já eram sessenta anos.
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Logo eu,
Que nunca morri de amor!
Mas me esvai por ele Como se fosse a suprema glória
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Meu coração
Louco e fundo
Não comporta minhas dores
Mas canta os males do mundo.
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Por toda a vida
É pouco!
Quero mais tempo
Para viver um grande amor!
Ontem sobrou
O que me lembro hoje,
Para viver o amanhã.
Não existe o agora
Nem ontem, nem hoje
Nem amanhã.
Agora, eu sou!
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Sylvio Adalberto |