
Acadêmico Correspondente 1119
Petrópolis - RJ - Brasil |
Matheus José dos Santos
Matheus é Mineiro de Ponte Nova. Estudante. Reside em Petrópolis Rio de Janeiro. Leitor assíduo. Possui alguns prêmios a nível estudantil poesia e redação.
Discórdia
Distanciando do tremor do mundo,
contrariando o que na face aparenta,
encontras um silêncio imenso e fundo.
E é no silêncio que tua alma rebenta,
rebela e parti num grito profundo...
Porque tu ris e erras e, quando a dor aumenta
sai do alvoroço e mudo e atormentado
vai até ela,que antes, o tinha orientado.
Lembrancas
Na expressão de quem vai falecendo
esperando o repouso perfeito
a esquecer tudo que lhe foi feito
neste mundo,sonhando e gemendo.
É então, que vai lhe aparecendo
toda a mágoa escondida no peito,
e debate consigo no leito
num silêcio medonho e tremendo
revê de erros a acertos a vida
uma mescla de riso com pranto
que torná-la assim,sem muito encanto.
E de tal forma se dá sua morte,
se lembrando da vida sofrida.
Fecha os olhos, lançado a outra sorte
Conhecendo a própria casa
-solidão positiva-
Sinto um misto de medo com curiosidade,
pois irei, de mãos dadas com a Solidão
conhecer alguns cômodos de mim mesmo
que jamais dêra eu, muita atenção,
são eles; os quatros quartos do coração
e minha alma, ao fundo, no porão.
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Prato de fome
I
Dentro do peito o que brame?
Fome.
Que lhe pede o coração?
Pão.
Isto ali ,que no chão, jaz?
Paz.
Rezo tanto e ninguém traz
e o tempo passa, vai indo...
Vivo morrendo,sentindo
fome de pão e de paz.
II
Estás diante da vida
o que tendes a fazer?
Nascer.
Quando vier a fome e a sede
sabe o que irá acontecer?
Sofrer.
Haverá algo que lhe faça
da cabeça aos pés tremer?
Morrer.
É amargo ter que saber
que não é eterno o respirar,
contudo ter que aceitar
nascer, sofrer e morrer.
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