
Acadêmico Correspondente
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Petrópolis - RJ - Brasil |
Leandro Rodrigues
Leandro Antônio Rodrigues nasceu em Petrópolis no dia 28 de outubro de 1979. Graduou-se em Letras (Língua Portuguesa e Literatura), em 2001, pela Universidade Católica de Petrópolis. Fez pós-graduação em Literatura Infanto-Juvenil, em 2005, pela UFRJ. Em 2008, concluiu o Mestrado em Educação, pela Universidade Católica de Petrópolis, com ênfase na Formação do Leitor.
Como ator, participou do extinto grupo de teatro: “Sem Abelhinhas”, com o qual encenou, entre outras peças: “Tribunal dos Divórcios” (Cervantes) e “O Auto da Barca do Inferno” (Gil Vicente). Em seguida, fundou, dirigiu e atuou “A Companhia de Teatro Amador: Javé-Nessi”, com a qual encenou bastantes peças (cujos textos, sempre, forma assinados por ele próprio) pela cidade de Petrópolis.
Entre os anos de 1997 e 2000, escreveu, mensalmente, artigos em jornais católicos como o Kyrios, da Paróquia Nossa Senhora do Amor Divino, em Corrêas; e, o Paz, da Paróquia Santo Antônio e Santo Agostinho, em Nogueira. No mesmo período, colaborou com o Informativo do Curso de Letras da UCP.
Atualmente, é professor do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino, mais precisamente no Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio em Pedro do Rio, onde ministra as aulas de Língua Portuguesa e de Literatura. Na rede particular, também trabalho com o Ensino Médio, no Seminário e Educandário Nossa Senhora do Amor Divino em Corrêas, onde ministra as aulas de Língua Portuguesa, de Literatura e de Redação. Acumulando ainda, nesta instituição, o cargo de Coordenador Pedagógico de Ensino. No ensino superior, é professor Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia do Seminário e Educandário Nossa Senhora do Amor Di vino, em Corrêas. Também, no Ensino Superior, é professor da Universidade Católica de Petrópolis, onde ministra as aulas de: Linguagem e Redação, no curso de Filosofia; e, no curso de Letras, Literatura Infanto-Juvenil, Língua Portuguesa III, IV, V, VI, VII e VIII, acumulando, ainda, a função de Coordenador do Curso.
A ATIVIDADE DO POEMA
Buscar sem alcançar êxito.
Querer, mesmo sem ter consciência.
Admirar o que está oculto.
Assim vive o poeta
No limiar absoluto da composição.
Estudar para sempre aprender.
Ouvir para sempre entender.
Observar para começar a crescer.
Assim pode ser o poema,
Resto de toco perdido no nada
Ou princípio de ouro
Avaliado por todos.
Enquanto a escuridão traz o medo,
Proliferado pelo próprio medo ou pela coragem
De alguém, ainda, desconhecido,
O poema se reescreve a cada novo dia
Com a tinta do suor humano
E com a folha das sensações.
Petrópolis, 13 de janeiro de 2005. – nº 1331.
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HUMILDADE
Quero possuir-te no dia-a-dia
E apresentar-te aos outros com naturalidade,
Para que possas preencher os espíritos com alegria,
Preparando a cada um o lugar da posteridade.
Quero sentir-te em minh’alma,
Para acompanhar o peito tão sozinho;
Também vestir os fatos com a calma
Que suave precede qualquer carinho.
Quero orgulhar-me por ser teu par;
Por ter a oportunidade de ser teu amigo
E poder segurar tuas mãos ao caminhar,
Sentindo a brisa dádiva de estar contigo.
Quero ver-te bela, feliz.
Irradiando tua real solicitude
Em cada gesto sincero do Aprendiz.
Ah! , modesta virtude...
Quero encontrar-te em beleza,
De forma simples, risonho;
E, ter a indizível certeza
De que existes, ó Humildade,
E não és um utópico sonho.
Petrópolis, 07 de agosto de 1999. – nº0915 |
CAMINHO
Vou compor a poesia da vida
Por espaços miúdos de incertezas
E quem sabe a ternura sentida
Possa espalhar reflexos vivos das purezas.
Vou render-me ao peito
Cansado e louco pela dor cotidiana,
E fazer o humano ao meu jeito:
Ir à luta com coragem, ser Diana.
Vou despedaçar o desprezo,
Habitante da alma sem alegria;
Deixar o tecnicismo que mantém preso
O desejo de sonhar e ter fantasia.
Vou arrancar da terra a ganância exacerbada
Que gera a guerra, a fome, o sofrimento,
Para plantar a rosa mais almejada
Que produz a pétala sublime do sentimento.
Vou ser sincero, simples, criança.
Para que a humildade seja minha companheira.
Para que o viver tenha esperança.
Para que a poesia seja falha, vã, mas verdadeira.
Vou, enfim, os versos meus
Continuar, pelas linhas do papel, jorrando feito um chafariz;
Tendo sempre a incansável fé em Deus
E a certeza de continuar sendo um eterno aprendiz.
Petrópolis, 24 de julho de 2000 - nº 1056
É NECESSÁRIO REAPRENDER A CHORAR...
É necessário reaprender a chorar
Para sentir a vida em sua plenitude
Com perdas e vitórias
Com purezas e maldades
É necessário reaprender a chorar
Para edificar a vida em bases sólidas
Sem olhar para trás com arrependimento
Sem olhar para trás com amargura
É necessário reaprender a chorar
Para fazer da vida um presente
Recebido sem a preocupação do futuro
Recebido sem a fuga do agora
É necessário reaprender a chorar
Para desfrutar a vida em felicidade
Não omitindo nenhuma dor
Não omitindo nenhuma sensibilidade emotiva
É necessário reaprender a chorar
Para a vida se levantar
Como sol radiante
Como ano vindouro
É necessário reaprender a chorar
Para evitar a morte em vida
Encantando-se com simples pássaro
Encantando-se com passageiro nada
É necessário reaprender a chorar
Para a vida florir esperançosa
Ausentando assim o medo
Ausentando assim a solidão
É necessário reaprender a chorar
Para quando a vida envelhecer
Querendo trazer a dor da amargura
Querendo trazer a dor do desamor
Ser possível com um sorriso largo
Comemorar triunfante
A satisfação da ferida inexistente
Simplesmente
Por ter reaprendido a chorar
Petrópolis, 27 de novembro de 1998. – nº0750 |