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Acadêmico Correspondente 1122
São Paulo - SP - Brasil

Eliza Gregio

Eliza Augusta Gouveia Gregio nasceu em 29 de Setembro de1958 em Umuarama – Paraná, reside em SP á 30 anos. Esposa, mãe e avó apaixonada, a pintura é sua arte e a poesia é sua alma. Professora de artes plásticas, voluntária na escola da família.
Participa de um projeto de literatura junto aos poetas do ABC paulista .Onde estará no Lançamento de dois livros de antologia aprovado pelo FAC.
Seus trabalhos podem ser vistos nos sites "Recanto das Letras" e na "Usina das Palavras".Atualmente participa de 5 blogs na internet onde posta seus trabalhos
No ano de 2008 participou da Antologia Delicatta, um projeto de Luiza Moreira pela editora Scortecci e também está participando de um projeto elaborado por Magali de Oliveira "III Antologia dos poetas Virtuais"

Amarras do amor

Raio de Sol...
Menina linda brilhava
raio de sol da manhã.
E era uma luz tão pura
que a manhã  transparente
em festa de luz cantava.

Raio de Sol na manhã
era a vida que brotava,
dentro do seu coração
um grande amor despontava!
Irradiando alegria
a vida assim esplendia .
e aquela linda menina,
o grande amor que sentia,
e ao mundo irradiava
escondia no seu imo
uma dor que a corroia..

Mas o ciúme é um veneno
que mata aos poucos o amor.
Seu amor dava carinho
Mas a escondia do mundo,
E uma gaiola dourada
Era sua moradia.
Raio de Sol escondido
Não aquece e não tem vida
Quem ama um pássaro preso,
Não sabe o que é amar,
E Raio de Sol chorava
Enquanto o amor ardia
O seu coração morria.

 

DOIS FARÓISS

Seus olhos são dois faróis
que em meus olhos refletiram.
Num arrepio de luz
brilhou em mim dois faróis,
a minha alma doeu
Sufocou meus sentimentos!
Um dia esses dois faróis,
deixaram um peito sangrando
cego de amor soluçando
e aquela pouca esperança
que o vento beija e balança
se apagou com dois faróis!

Cumplicidade

Nestas águas, aonde vamos nos banhar,
dois corpos se entrelaçando,
muita sede pra matar...
Esta mistura das águas,
Das águas do nosso mar
são nosso líquidos brandos
somos essas  velas pandas
perdidas num alto mar.
Um amor tão resolvido,
melhor, por ser proibido!
Busco com mãos de sereia
este amor feito de mar.
Deixo-me levar nas águas
não há nada além de mar
o mundo ficou lá fora
com toda cumplicidade
nos teus abraços de algas
quero apenas me afogar.

OLHOS DA ALMA

E bebo do silêncio que rodeia
a minha alma, esse abismo fundo,
tem dias que esse fogo me incendeia
e de tropeços em pedras me inundo.

A brisa leve assopra e assim semeia
toda angústia da qual minha alma inundo
e lá dentro em meu ser é que alardeia
tanto de espinho que me trás o mundo.

E assim repiso as pedras do caminho
mantendo a rota vou seguindo em frente
e no lugar de flor, recebo espinho;

a fé na vida sim é que me acalma
e sinto que sou grande, que sou gente
e vejo o mundo com os olhos da alma!

 

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